Revisão do McLaren W1

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Bruce McLaren queria um carro de estrada. Ele nunca viu isso acontecer. O M6GT permaneceu como protótipo. Duas décadas depois, a McLaren F1 mudou tudo.

Esse carro ainda detém o recorde de motor naturalmente aspirado mais rápido em uma máquina homologada para uso rodoviário. Depois veio o P1. A “Santíssima Trindade”. Agora existe o W1.

É nomeado em homenagem ao primeiro título de F1 da McLaren. Uma gorjeta de chapéu. Desde então, eles ganharam vinte e três campeonatos. Motorista ou construtor. Não importa.

O preço? US$ 2,1 milhões.

Concorrentes? A Ferrari F80 custa quase US$ 4 milhões. O Aston Martin Valhalla. O Mercedes-AMG One. Mas o W1 não está apenas tentando vencê-los. Está tentando ser um monumento à engenharia radical.

Os números que não mentem

Um V8 biturbo de 4,0 litros. Um sistema híbrido. Parece familiar. Certo?

Não se deixe enganar.

1.258 cavalos de potência. Torque de 988 lb-pés. De zero a sessenta em 2,0 segundos. Zero a 190 km/h em 5,8. Estas não são apenas especificações. São declarações de intenções.

Só o motor elétrico produz 342 cv. Ele pesa apenas 44 libras. A bateria é minúscula, 1,4 kWh. O suficiente para 2,6 milhas de alcance EV. O motor gira a 24.000 rpm. O motor atinge 9.200. A dupla embreagem de oito marchas ainda transmite potência através de duas marchas ao mesmo tempo por uma fração de segundo.

Parece menos um hipercarro e mais um mecanismo de relógio de última geração. Complexo. Preciso. Mais leve que o P1 em 88 libras.

“O W1 é relativamente leve, pesando 3.084 libras a seco, em comparação com a Ferrari F80 de 3.362 libras.”

A Ferrari usa três motores. A McLaren usa um. E aqui está o chute: a McLaren mandou tudo para trás.

Tração Traseira em um Mundo Híbrido

A maioria dos exóticos envia elétrons para as rodas dianteiras. A McLaren recusou.

Todo esse torque? Todos esses cavalos de potência? Na traseira Pirelli PZeros da série 335.

Por que? Sentir.

Direção hidráulica. Freios hidráulicos. Sem direção hidráulica eletrônica. Sem freio por fio. Numa era em que tudo é digital e clínico, isto parece analógico. Cru. Ele mantém as rodas dianteiras focadas na direção, não na tração.

Isso cria um desafio, com certeza. Gerenciando quase 1.000 lb-ft na traseira sem tração nas quatro rodas? Apavorante. Excitante. Humano.

O Teatro da Entrada

Sem portas diédricas. Não mais.

A aerodinâmica atrapalha. Em vez disso, as dobradiças da porta são fixas. Isso varre. Você desliza para dentro. O assento permanece no lugar. A roda se move. Os pedais se movem.

É estranho. Funciona. Isso economiza peso. Sem trilhos. Sem motores.

A vista lá dentro é nítida. Fibra de carbono em todos os lugares. Os assentos se misturam às soleiras. Você está envolto no chassi. Uma tela sensível ao toque se inclina em sua direção. Dois botões no volante: ‘Aero’ e ‘Boost’.

Segure o botão ‘Corrida’ por cinco segundos.

O carro cai. 1,5 polegadas na frente. 0,7 nas costas. Parece agressivo. Agachado. Não vai deixar você dirigir nessa altura na rua. GPS bloqueia. Você quer se exibir em um encontro de carros? Faça isso manualmente. Mas deixe-o baixo e ele permanecerá rápido apenas na pista.

Mugello Calor

Colinas da Toscana. 90 graus Fahrenheit. A pista exige precisão.

A direção parece viva. Cada solavanco, cada mudança na carga do pneu é transmitida através da coluna. Não são informações que você lê em uma tela. É algo que você sente em suas mãos.

A aceleração é urgente. Não é espasmódico. Controlado. A força descendente prende o carro em altas velocidades. Você chega tarde e fica no canto. A saída é nítida.

Frenagem? Aterrorizante.

Os Brembos de seis pistões com discos de 15,4 polegadas agarram instantaneamente. Eu me peguei parando muito cedo. Antes do ápice. Como o velho Senna. A asa traseira ajuda, mas os freios fazem a maior parte do trabalho.

Envolva ‘Sprint’. O carro animou. O sistema híbrido despejou mais potência para trás. Parecia mais rápido do que 1.258 HP deveriam ser. Mais selvagem.

Então pressionei o botão ‘Dinâmico’. Controle de estabilidade relaxado. A cauda saiu. Facilmente. Controlavelmente. Você dirige com o acelerador. Parece irascível, imprevisível, mas totalmente sob comando.

Uma estranha dualidade. Energia nuclear envolta em titânio leve e amortecedores impressos em 3D. Pune erros. Mas isso não os esconde. O carro é transparente. Você dirige até o limite.

Um momento de drama: uma mensagem de “Falha Híbrida” apareceu. Modo manco ativado. Um engenheiro disse que é apenas calibração térmica. Eles ainda estão ajustando. As entregas ainda este ano devem ser tranquilas. Eu não vi isso de novo.

Fornecimento limitado

Serão apenas 399.

Adicione os 106 Fs e os 375 Ps. Isso é menos de 1.000 modelos “1” no total.

Eles estavam esgotados antes mesmo que o público olhasse para o volante.

O W1 superará o F1 em lenda? O P1?

A história julgará. É uma aposta na alma analógica na era digital. Ele mantém o envolvimento do motorista no centro. Não IA. Não é conveniência.

Você apenas se pergunta. Esse espírito irá escorrer? Será que os Macs mais baratos terão uma ideia dessa selvageria?

Só o tempo dirá.