O hidrogênio é limpo. É renovável. Mas também é caro. Esse é o gargalo que mantém as células de combustível fora do mainstream. Ninguém está comprando um veículo movido por uma tecnologia cuja construção custa mais do que o motor que ela substitui.
A tecnologia em questão é a célula a combustível de membrana de troca de polímero (PEMFC). É o tipo específico que os investigadores acreditam que acabará por alimentar os veículos com emissões zero de amanhã. O problema não é a ciência. É a lista de materiais.
A construção de um PEMFC requer membranas de troca de prótons, camadas de difusão de gás, placas bipolares e catalisadores. Os catalisadores são a parte cara. Especificamente, os catalisadores de metais preciosos. Esses componentes representam cerca de 70% do custo total.
Os números não mentem. Um sistema PEMFC de alto volume custa em média US$ 73 por quilowatt. Compare isso com um motor a gasolina padrão. Isso custa US$ 35 por quilowatt. Menos da metade do preço. A célula de combustível simplesmente não pode competir em preço.
As nanopartículas de ouro podem substituir a platina?
Os pesquisadores estão tentando reduzir esses custos materiais. Eles precisam de um catalisador de metal precioso mais barato. No momento, quase todos os PEMFCs usam platina. A platina é um dos materiais mais caros do planeta.
Então, e se você usasse ouro?
Parece irônico. O ouro geralmente é inerte. Não reage. Mas o tamanho importa. Quando você reduz o ouro a partículas com tamanho nanométrico, ele muda. Os pesquisadores descobriram que o nano-ouro pode ser um catalisador tão eficaz quanto a platina.
Se os fabricantes puderem substituir em grande parte a platina pelo ouro, o custo cairá. Há um problema. Os preços do ouro estão subindo. Portanto, embora possa ser mais barato que a platina, pode não ser barato o suficiente para competir com o motor a gasolina.
A diferença entre US$ 73 e US$ 35 é grande. O ouro ajuda. Mas isso ajuda o suficiente? Talvez não.























