A história do Kelley Blue Book e como ele determina os valores dos carros

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Les Kelley não pretendia construir um império editorial. Ele só queria vender carros.

Tudo começou em 1918. Um estacionamento em Los Angeles. Três Fords Modelo T.

Com seu irmão mais novo, Buster, ao seu lado, Les transformou aquele pequeno lote em um próspero negócio de venda e conserto de carros usados. Mas a verdadeira inovação veio da necessidade. Les precisava saber quanto pagar pelas trocas que cruzavam seu destino. Então ele começou a imprimir listas.

Essas listas detalhavam os carros usados ​​específicos que ele queria comprar e exatamente quanto ele ofereceria. Ele os enviou para outros revendedores e bancos. A estratégia funcionou. Logo, todos os gerentes de vendas do condado tinham uma dessas listas em suas mesas. Eles confiaram em Les Kelley para avaliações precisas de carros antigos. Era um padrão informal antes mesmo de ter um nome.

Em 1926, as listas foram publicadas pela primeira vez em livro. O nome? Livro Azul Kelley.

Les deu-lhe o nome de The Social Register, uma lista de membros da elite da sociedade local, muitas vezes referida como o “Livro Azul”. Foi um aceno inteligente à exclusividade e autoridade.

Agora, 75 anos depois, a empresa está a aproveitar a Internet para tornar essas informações mais acessíveis. Exploraremos o histórico, mostraremos como usar os guias de preços e o site e explicaremos onde ele obtém seus dados de preços.

Do estacionamento ao banco de dados digital

A transição do papel para os pixels não mudou a missão principal. O objetivo continua sendo fornecer informações de valor sobre carros, veículos recreativos e motocicletas para compradores e vendedores.

Mas como isso funciona?

O moderno Kelley Blue Book não é apenas um livro estático. É uma fonte de dados dinâmica. O site fornece preços em tempo real com base nas condições de mercado. É aqui que a reputação da velha escola encontra o big data moderno.

“As listas de Kelley estavam na mesa de todos os gerentes de vendas do condado e as pessoas passaram a confiar nelas para avaliações precisas do valor de um carro antigo.”

A mudança para o digital significa atualizações mais rápidas. Revendedores e consumidores agora podem verificar os valores em qualquer lugar. O “Livro Azul” deixou de ser apenas uma referência numa estante. É uma ferramenta que você verifica antes de entrar em um terreno ou listar seu próprio carro online.

Esta evolução de uma simples lista de preços para uma plataforma digital abrangente solidificou o seu lugar como guia de preços automóvel padrão. Esteja você comprando um Honda usado ou vendendo um Ford clássico, os dados apontam para aquelas primeiras listas em Los Angeles.

A próxima etapa é entender como esses dados são coletados. Como uma empresa determina quanto vale hoje o seu Civic 2008 específico? A resposta reside numa complexa rede de dados de mercado, valores de troca e vendas privadas. Veremos isso a seguir.

Do lote local ao padrão nacional

A expansão não parou no domínio regional. A rede de concessionárias Kelley cresceu até se tornar simplesmente a maior concessionária de carros usados ​​do país. Mas a verdadeira mina de ouro não era o metal nos lotes. Foram os dados. O Livro Azul cresceu em popularidade, eliminando seus limites regionais para se tornar o guia nacional definitivo de valor de automóveis para revendedores. O ponto crucial ocorreu em 1962. A família Kelley vendeu as concessionárias. Eles mantiveram o guia. O foco mudou inteiramente para o Livro Azul, longe da graxa e dos pisos manchados de graxa.

Transição Digital e Acesso do Consumidor

Décadas se passaram antes que o formato mudasse novamente. As décadas de 1980 e 90 trouxeram os computadores para a mistura. Kelley começou a usar software para rastrear preços com mais precisão do que uma calculadora e um pressentimento jamais poderiam. Em 1992, eles ofereceram aos revendedores um programa de computador. Esta não era apenas uma planilha. Ele imprimiu uma etiqueta exibindo a condição, quilometragem e equipamentos opcionais de um carro usado. A etiqueta incluía o preço do Livro Azul. Ele também carregava o selo oficial Kelley Blue Book, conferindo peso e autoridade ao papel.

O selo não era apenas um logotipo. Foi uma promessa de precisão num mercado repleto de incertezas.

No ano seguinte, 1993, o Livro Azul foi finalmente lançado como um guia do consumidor. Os revendedores o usavam há anos. Agora, os compradores regulares também poderiam verificar. A última grande mudança no formato de publicação ocorreu em 1995. Foi criado www.kbb.com. A internet ainda era um nicho de curiosidade para a maioria, mas Kelley viu o que estava escrito na parede.

Era Moderna e Legado

Kelley Blue Book permaneceu na família Kelley por três gerações. Essa era terminou em 2000. Bob Kelley, filho de Buster, e seu próprio filho, Mike, se aposentaram. Eles deixaram a empresa nas mãos de novos líderes. O nome permaneceu famoso. A tradição de informações confiáveis ​​e precisas continuou sendo a missão central. A nova administração trabalhou duro para manter essa reputação.

Hoje, Kelley emprega cerca de 200 pessoas. Os escritórios estão divididos entre Irvine, Califórnia, e Detroit, Michigan. Dois centros. Uma missão. Os números mudam. O mercado muda. Mas o guia continua sendo essencial para quem está tentando descobrir quanto vale realmente um carro em um mundo que adora superfaturar as coisas.